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Estação modular para sanear minicomunidades

Publicada em 01/04/2011


Pequenas estações viabilizam tratamento de esgoto para bairros afastados e pequenas cidades do interior.

Fracionar o sistema de tratamento de esgoto em estações modulares foi a solução encontrada por cidades no Paraná e Santa Catarina para atender bairros afastados e pequenas comunidades do interior.

Elas adotaram a tecnologia alemã do STM-aerotor, da marca STÄHLER, fabricado pela KRIEGER. A utilização deste sistema reduz o tamanho das estações de tratamento e viabiliza o atendimento em pequena escala.

Além de mais compacto, o sistema também possibilita a economia de energia, pois gasta até 55% menos eletricidade que os sistemas convencionais.

Na cidade de Caçador (SC), por exemplo, o aerotor viabilizou o tratamento de esgoto nos loteamentos populares de Cerro Bonito e Ulisses Guimarães do Bairro Martello. Nos conjuntos habitacionais onde vivem 2,6 mil pessoas não havia uma rede coletora de esgoto e até 2008 era comum a cena de valetas de esgoto a céu aberto.

"Essa comunidade que não tinha a mínima assistência de saúde está situada em um bairro afastado cerca de um quilômetro e meio do centro que não tinha nenhum tipo de tratamento sanitário", diz o secretário Pedro Antonio Marsiero, chefe da divisão de Saneamento da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Caçador (Fundema).

O sistema começou a ser construído há dois anos, passou a operar no ano passado e consome atualmente o equivalente a R$ 1,5 mil por mês em energia elétrica, além do custo de um empregado para manutenção. "Temos um funcionário que trabalha seis horas por dia, é um morador da própria região, que faz a limpeza das grades e do lodo", diz Marsiero.

A metalúrgica Krieger fornece o equipamento e diz que o sistema permite conformidade total com as exigências ambientais brasileiras. "Temos inclusive resultado acima do exigido", afirma Guenter Georg, diretor da Divisão Ambiental da metalúrgica. Embora o custo do sistema seja maior que o dos convencionais, a economia de energia e espaço viabilizada pelas estações compensa o desembolso inicial no aerotor, diz Georg.

A cidade catarinense de Caçador, que conta com 70 mil habitantes, já incluiu mais duas estações de aerotor no plano de expansão da rede de esgoto. "Incluímos os projetos no PAC 2 de uma estação para 30 mil habitantes e mais duas de pequeno porte", diz Marsiero.

A ideia é instalar as estações nas proximidades dos bairros que serão atendidos, reduzindo os gastos na rede física de coleta.

A cidade de Lages (SC) também pretende expandir o seu tratamento de esgoto com base no aerotor, que já atende a 30 mil pessoas. O município utiliza o sistema desde 2008 em substituição ao processo de tratamento químico, mais rudimentar.

"Aqui temos uma fenda do aquífero Guarani. Por isso, aprovamos mais R$ 53 milhões junto ao PAC2 para mais um módulo e duas pequenas estações separadas", diz Joel de Oliveira, secretário Municipal de Água e Saneamento. Com a expansão, a prefeitura quer elevar o porcentual de população atendida pela coleta de esgoto dos atuais 20% para 80%.

O sistema de aerotor foi instalado em cima da própria estrutura anterior de tratamento químico. A cidade possui quatro módulos de oito aerotores, que foram instalados na estrutura já existente de tratamento de esgoto.

"Cada módulo custou R$ 2,5 milhões para Lages e tem um custo mensal de R$ 17,5 mil em energia elétrica", diz Oliveira. Segundo o secretário, a estação de tratamento surpreendeu por ter um custo menor que o esperado e não liberar mau cheiro.

Fonte: http://www.brasileconomico.com.br/noticias/estacao-modular-para-sanear-minicomunidades_95614.html

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